Lula diz estar aberto ao diálogo com os EUA — desde que não incluam tarifas, sanções ou a CIA na conversa
Presidente brasileiro reage com diplomacia à enxurrada de medidas unilaterais de Trump, enquanto o clima entre Brasília e Washington é mais tenso que reunião de condomínio com reajuste de taxa
Na noite desta sexta-feira (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou em suas redes sociais uma mensagem tranquilizadora — ou quase — garantindo que o Brasil continua aberto ao diálogo com os Estados Unidos, mesmo após o país de Joe Biden… perdão, de Donald Trump (versão remixada 2025), decidir que sanção e tarifa são os novos emojis da diplomacia internacional.
“Sempre estivemos abertos ao diálogo”, escreveu Lula, aparentemente acenando com um ramo de oliveira — que, com sorte, ainda não foi tarifado. “Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições”, completou, numa indireta mais direta que meme com @.
A fala do presidente vem poucas horas depois de Trump, sempre sutil como um elefante na cristaleira, dizer que está disponível para conversar com Lula “a qualquer momento”. Uma gentileza que soa mais como: “liga aí quando tiver coragem”.
Do lado brasileiro, a prioridade agora é tentar proteger a economia, as empresas e os trabalhadores, especialmente daqueles que poderiam ser atingidos pelas tarifas de importação de 50% anunciadas pelos Estados Unidos — e que parecem ter sido definidas num jogo de dardos contra o mapa-múndi.
Lula, que já enfrentou de tudo — da crise do mensalão à presidência do Corinthians —, tenta manter a compostura, o comércio exterior e a paciência em dia. E o Itamaraty, claro, já começou a preparar aquele dossiê cheio de palavras bonitas como “soberania”, “cooperação” e “respeito mútuo”, que ninguém lê mas todo mundo finge respeitar.
Enquanto isso, o brasileiro médio só quer saber se o preço da carne vai subir e se o Trump vai liberar o visto antes de colocar o Brasil na mesma lista do Irã e da Coreia do Norte.
Fica o recado diplomático: o Brasil está aberto ao diálogo. Só não vale querer conversar com uma mão estendida e a outra tarifando o pão de queijo.
