Verdade Duvidosa

Fake News, mas nem tanto.

CASCAVEL — A manhã desta sexta-feira (15) era para ser de festa, pompa, circunstância e discursos sobre segurança pública. Mas, em meio a sorrisos, fitas cortadas e tapinhas nas costas, o deputado estadual Oziel Luiz, o “Batatinha”, provou na pele o que é estar na plateia do próprio show: foi solenemente esquecido na placa de inauguração do novo BPFron (Batalhão de Polícia de Fronteira) em Cascavel.

Sim, senhoras e senhores, o homem que articulou, correu atrás, fez pressão política e praticamente carregou o batalhão nas costas — ao menos na sua versão dos fatos — não teve o seu nome gravado no “hall da fama” da obra. E ele não deixou barato. Em seu programa na TV Tarobá, soltou a pérola:

“Depois da onça morta todo mundo quer pegar no rabo. Pra matar a onça não aparece ninguém.”

A produção, afiada como uma faca de açougue, aproveitou o momento e entregou uma placa simbólica para o parlamentar, provando que, se a política não der certo, o Batatinha tem futuro garantido no stand-up.

Enquanto isso, o prefeito Renato Silva e um batalhão (literalmente) de autoridades militares, civis e do mundo da segurança pública celebravam a inauguração da nova base, que promete sufocar o crime organizado, contrabando, tráfico e até a paciência dos bandidos mais persistentes. Localizada na Rua Vitória, bem no cruzamento com a Avenida Assunção, a estrutura está estrategicamente posicionada para que nenhum meliante consiga sequer pensar em fugir sem cair na rede.

O prédio, reformado com R$ 247 mil do Município, vem com tudo: salas de reunião, dormitórios, depósito de armas, cozinha, refeitório e até um canil setorial — porque, se o criminoso não parar pela lei, o cachorro resolve.

O comandante-geral da PM, coronel Jefferson Silva, fez questão de dizer que o local é “muito bem localizado” e que vai turbinar as operações. O secretário de Segurança, Coronel Lee, completou que a escolha foi “a dedo” — e não com o famoso uni-duni-tê.

O comandante do BPFron, major Eldison Martins do Prado, destacou que agora terão um ponto fixo para planejar as ações, porque “conhecer o terreno é fundamental para conhecer o inimigo”.

Mas, no fim, o grande assunto não foi a localização estratégica, a força policial, nem o investimento público. Foi o Batatinha, que saiu da inauguração sem ver seu nome na placa, mas com a certeza de que, pelo menos, ganhou mais alguns minutos de fama e uma bela história para contar.

VEJA NO PROGRAMA TEMPO QUENTE O MOMENTO EM QUE BATATINHA IRONIZA A SITUAÇÃO

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