Gilmar Mendes solta o verbo: “Não existe ditadura da toga, existe ditadura da memória curta!”

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resolveu dar um chega pra lá nas críticas que pipocam dia sim, dia também contra a Corte. Em plena noite de 7 de Setembro, o ministro apareceu no X (antigo Twitter, aquele que ninguém mais sabe se é rede social ou ringue de MMA político) para mandar recado direto: o STF é o guardião da Constituição, do Estado de Direito e, segundo ele, a muralha que impede o Brasil de cair no abismo do autoritarismo.
“Não há, no Brasil, ditadura da toga, tampouco ministros agindo como tiranos”, disparou Mendes, como quem diz: “Quer tirania? Olha pra trás, meu bem!”.
Na sequência, o ministro fez uma lista que daria inveja a qualquer roteirista de novela política: pandemia com milhares de mortos, vacinas negligenciadas, ataques ao sistema eleitoral, acampamentos pedindo golpe, depredação do patrimônio público e até planos de assassinato contra autoridades. “Quer falar de autoritarismo? Tá aí a retrospectiva”, ironizou, sem citar nomes, mas deixando no ar uma seta gigante piscando em neon para o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua trupe.
Enquanto isso, na Avenida Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, fazia o papel de antagonista e chamava Alexandre de Moraes de “tirano”. Segundo Tarcísio, “ninguém aguenta mais”. Gilmar, por sua vez, devolveu com classe e veneno: “O que o Brasil não aguenta mais são as tentativas de golpe de Estado. Crimes contra a democracia não têm perdão!”.
No meio da guerra de narrativas, Gilmar Mendes transformou sua timeline em palanque e deixou claro: se o povo acha que vai ter anistia para golpe, vai ter que aguentar mais do que 280 caracteres de bronca.
