Dólar despenca, bolsa sobe e Brasil respira — pelo menos até o Wi-Fi da tornozeleira apitar
Com o dólar em queda e a bolsa em alta, o mercado financeiro teve seu momento de paz… até Alexandre de Moraes decretar prisão domiciliar para Bolsonaro e lembrar que no Brasil a tranquilidade tem prazo de validade
O mercado brasileiro teve nesta segunda-feira (4) um raro momento de calmaria — tão raro quanto um político entregando o celular desbloqueado para a Polícia Federal. O dólar caiu para R$ 5,50, seu menor nível em quase um mês, e o Ibovespa subiu para quase 133 mil pontos. Foi um alívio para os investidores, que andavam mais estressados que assessor no grupo de WhatsApp do PL.
O motivo da bonança? Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho deu uma desacelerada, o que abriu espaço para especulações de que o Federal Reserve (o gringo do Banco Central) possa baixar os juros. Para melhorar, uma diretora regional do Fed renunciou, abrindo caminho para mais um nome da família Trump indicar alguém que talvez ache que inflação se resolve com tweet e torcida.
No Brasil, a criação de empregos também esfriou. O que, na lógica do mercado, é ótimo — menos salário rodando, menos consumo, menos inflação. Um cenário perfeito… se você for um gráfico da B3 e não uma pessoa tentando pagar o aluguel.
Mas nem tudo são flores no pomar da economia nacional. O mercado fechou os trabalhos antes de Alexandre de Moraes lançar a nova temporada de “Tornozeleira Brasil”, decretando prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Isso promete animar a terça-feira no mercado — e deixar os economistas com a mesma expressão de quem acabou de ver o boletim da balança comercial ser trocado por boletim de ocorrência.
