Verdade Duvidosa

Fake News, mas nem tanto.

Com apoio da OAB, Polícia Civil e Ministério Público, cidade promete enfrentar maus-tratos e abandono — vícios antigos de alguns “racionais”

Cascavel decidiu que não vai mais tolerar que cães e gatos vivam na base do “se sobrar comida, eu dou”. Ontem (7), na Prefeitura, foi lançado o Programa de Proteção e Gestão Animal (PPGA), iniciativa da Secretaria Municipal do Meio Ambiente para combater abandono, maus-tratos, superpopulação e, de quebra, ensinar à população que bicho não é enfeite de quintal.

A ideia ganhou o reforço de peso da Polícia Civil, OAB e Ministério Público. Ou seja, agora, além de ativistas e protetores, a causa animal também tem advogados, promotores e policiais de plantão — o que pode ser um alívio para os pets e um péssimo presságio para agressores.

O prefeito Renato Silva garantiu que está tudo planejado para vivermos “em harmonia”, lembrando que “também são vidas e precisam receber cuidado”. Tradução: não é frescura, é o mínimo de civilidade.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Cascavel recebe, em média, dez denúncias diárias de maus-tratos — casos que vão de animais amarrados sem comida até agressões físicas. Para isso, o PPGA atuará em quatro frentes: castração e atendimento médico, apoio a tutores responsáveis, vigilância em zoonoses e, a cereja do bolo, uma Delegacia de Proteção Animal para transformar maus-tratos em caso de polícia — literalmente.

A secretária Beatriz Bertoglio disse que o projeto foi construído a muitas mãos, entre ONGs, protetores e especialistas. Mariele Viviane Cáceres, da OAB, lembrou que demandas como um Centro de Zoonoses e uma delegacia especializada são históricas e que “já passou da hora” da cidade abraçar formalmente a causa.

Com apoio de secretarias, Legislativo e até deputados, Cascavel agora promete dar voz — e lei — a quem só sabe miar ou latir. Quem sabe assim, finalmente, os bichos vivam melhor e os humanos passem a merecer o título de “racionais”.

Foto: Secom

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