Verdade Duvidosa

Fake News, mas nem tanto.

Se o brasileiro já entra num avião com medo de turbulência, agora tem que se preocupar também com ataque surpresa no corredor. Na tarde desta segunda-feira (1º), um voo entre São Luís e Brasília virou palco de um reality show digno de “Aeroporto Zona de Guerra”, quando uma mulher resolveu partir para cima do ministro do STF Flávio Dino.

A passageira — que não teve o nome revelado, talvez para não ganhar seguidores no Instagram — avistou Dino tranquilamente sentado em sua poltrona e começou a gritar que o “avião estava contaminado” e que não respeitava “essa espécie de gente”. Em seguida, tentou avançar contra o ministro, mas foi rapidamente contida pelos seguranças. Resultado: o voo seguiu, mas com o clima mais pesado que mala cheia de queijo na alfândega.

A Polícia Federal entrou em ação e, nesta terça-feira (2), indiciou a mulher pelos crimes de injúria e incitação ao crime. Ela foi identificada ao desembarcar em Brasília, provavelmente ainda reclamando do serviço de bordo.

A assessoria de Dino divulgou nota oficial classificando o episódio como “inaceitável” — o que, convenhamos, é o mínimo para quem quase transformou a aeronave num ringue aéreo. “Agressões físicas e verbais, ainda mais no interior de um avião, são inaceitáveis, inclusive por atrapalhar outros passageiros e colocar em risco a operação do voo”, dizia o comunicado.

Não demorou para as entidades correrem ao Twitter (ou X, para os íntimos) em defesa do ministro. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) chamou o caso de “retrocesso de civilidade”, como se estivéssemos voltando para os tempos em que se resolvia tudo no tapa. Já a Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA) lembrou que liberdade de expressão não é passe livre para transformar avião em arena de UFC.

No meio da balbúrdia, Dino agradeceu o apoio recebido e, zen como um mestre budista, declarou que o importante é “afirmar valores de boa educação, respeito ao próximo e busca da paz”. Paz essa que, pelo visto, só não encontrou no voo.

👉 Resumindo: teve grito, teve empurra-empurra, teve PF no desembarque e agora tem processo. O que não teve foi desconto na passagem para os outros passageiros que pagaram caro para assistir a esse show gratuito de “intolerância aérea”.

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