Verdade Duvidosa

Fake News, mas nem tanto.

Dólar dispara, Ibovespa pula de alegria e mercado comemora o tarifaço como quem ganha um imposto novo e ainda agradece. Afinal, 700 exceções não se desprezam

BRASÍLIA — O tão temido tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros imposto por Donald Trump finalmente foi oficializado nesta quarta-feira (30), e o mercado financeiro, como um bom fã de novela das 8, reagiu com emoção, reviravoltas e uma pitada de cinismo monetário.

O dólar comercial subiu — porque, afinal, é seu esporte favorito — e fechou a R$ 5,59, com alta de 0,38%. Teve pico, teve queda, teve rally, tudo no mesmo dia, como se a cotação estivesse em um relacionamento complicado com a economia mundial. Já o euro resolveu ser o primo comportado da família e caiu para R$ 6,38, o menor valor em três semanas. Sim, em 2025 três semanas é uma eternidade.

Tarifaço? Depende da lista

A cereja do bolo foi a tal lista de 700 exceções, que transformou o tarifaço em um tarif…inho. Estão salvos do castigo americano produtos como suco e polpa de laranja, celulose, minérios, petróleo, e toda a aviação civil — ou seja, tudo que eles realmente compram da gente. O que sobrou para sofrer? Café, frutas e carnes, porque nada fere mais o orgulho do churrasco do que uma costela tributada.

O Ibovespa, que até então andava deprimido como quem levou um não na entrevista de emprego, saltou quase 1% e fechou aos 133.990 pontos. O índice subiu assim que o mercado percebeu que o tarifaço era mais marketing trumpista do que de fato um meteoro econômico.

Aviação, celulose e logística rindo à toa

As ações de empresas de aviação, logística e celulose foram as primeiras a vestir o abadá da alta. Afinal, quando o petróleo e os aviões escapam de um tarifaço, o mercado se comporta como quem achou um bilhete dourado na barra de chocolate da economia.

Outro fator que acalmou os ânimos foi o adiamento da entrada em vigor das tarifas para 6 de agosto, o que no tempo da especulação financeira é o equivalente a “tem mais cinco capítulos antes da tragédia”.

Dólar campeão dos emergentes (com o real em segundo lugar!)

Apesar da alta, o real foi a moeda emergente que menos apanhou do dólar no dia. Um feito digno de troféu “levou paulada com elegância”. Enquanto outras moedas caíam como dominó, o real mostrou resiliência, mesmo tropeçando nos próprios juros.


💸📈 No fim do dia, o tarifaço virou um tarifulha. O mercado fingiu que sofreu, a bolsa subiu, o dólar dançou, e o Brasil segue firme tentando exportar alguma coisa que não esteja na lista dos 700 itens salvos pela diplomacia da polpa de laranja.

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