Curitiba lança edital para o Carnaval 2026 e confirma: até o frio cede ao samba
Prefeito libera verba antecipada, escolas se organizam e até os zumbis se preparam para sambar. Com crescimento a cada ano, o Carnaval de Curitiba prova que até o curitibano tem coração quente… em fevereiro
CURITIBA — Sim, é verdade: Curitiba tem Carnaval. E dos bons. E se alguém ainda duvida disso, basta olhar a movimentação desta quarta-feira (30), quando o prefeito Eduardo Pimentel anunciou com pompa, pandeiro e edital o início dos preparativos para o Carnaval de 2026. A cidade que até pouco tempo era mais famosa pelos cafés silenciosos e pelo frio introspectivo agora também tem samba, bloco, serpentina e zumbi.
O edital publicado pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC) vai apoiar até 15 projetos carnavalescos, entre escolas de samba dos grupos Especial, de Acesso e Iniciantes, além dos tradicionais blocos que tomam as ruas com muita purpurina e confete — e algumas fantasias de unicórnio com jaqueta, claro, porque estamos em Curitiba.
Curitiba, capital da folia gourmet
“Vamos liberar os recursos com antecedência pra garantir uma festa ainda mais bonita”, disse o prefeito, ao lado da campeoníssima Mocidade Azul, que, como bom exemplo de organização curitibana, já está de olho no bicampeonato — ou em pelo menos mais um ensaio com aquecimento vocal antes da concentração.
Os eventos deverão ser gratuitos e com contrapartidas sociais, como a oferta de fantasias para a comunidade e acesso livre aos ensaios. Isso mesmo: ensaio de escola de samba como evento cultural oficial — algo impensável há 10 anos, quando o máximo que se via no Carnaval curitibano era alguém espirrando glitter por acidente.
Marcha zumbi, samba e bafo de serpentina
Além dos desfiles na Rua Marechal Deodoro, palco oficial do samba curitibano, a festa conta com blocos carnavalescos, baile infantil e a já tradicional Marcha Zombie Walk — que prova que em Curitiba até os mortos-vivos amam a folia, só que de forma mais pálida e descompromissada.
Em 2025, mais de 70 mil pessoas passaram pela região central nos dois dias de festa, o que prova que, sim, o curitibano vai à rua — só precisa de um enredo e um tamborim bem afinado. E uma sombrinha, claro, porque vai que chove.
Lucro e samba: a fórmula do sucesso
Segundo a Abrabar e a Feturismo, o setor de bares e entretenimento registrou aumento de 50% nas vendas durante os dias de folia. Ou seja, o Carnaval curitibano movimenta o comércio, a cultura e até a vida social de quem normalmente só sai de casa pra tomar café em silêncio.
E não para por aí: o edital para Oficinas de Artes Carnavalescas também foi lançado. Afinal, fantasia boa não se improvisa com TNT e cola quente. Segundo a FCC, as oficinas garantem um espetáculo mais bonito e digno da exigente plateia paranaense.
🎭 Em Curitiba, o Carnaval já não é piada. É política pública. E se você ainda acha que a cidade não samba, vá até a Marechal Deodoro em fevereiro. Só não esqueça o casaco — nem o glitter.
