Guarda Municipal de Londrina divulga relatório semestral e mostra que, se depender dela, bandido vai ter que se reinventar
Com mais ocorrências que casamento de sertanejo, a GM ostenta números, ações e até cachorro farejador que conhece mais droga que DJ de rave
A Secretaria Municipal de Defesa Social de Londrina soltou nesta quarta-feira (30) o balanço do primeiro semestre de 2025 da Guarda Municipal. E olha… se a ideia era mostrar serviço, pode preparar a faixa: tem mais número nesse relatório do que chamada de faculdade federal!
Segundo o secretário Felipe Juliani, a população “confia na Guarda”, o que é uma forma educada de dizer: “tá chamando a gente até pra espantar pombo da praça”. Foram 11.824 ocorrências atendidas, desde vandalismo até aquelas clássicas tretas de vizinho com som no talo domingo de manhã. Dessas, 524 viraram viagem pra Central de Flagrantes — ou seja, teve gente que começou o dia com pão e terminou com boletim.
Mas a cereja do trampo é a tal Operação Choque de Ordem. Um nome digno de filme de ação de baixo orçamento, mas que vem funcionando! A GML tá na rua com força, reforçando patrulha, apertando a tornozeleira dos folgados e garantindo que a bagunça no centro fique, pelo menos, mais organizada.
Teve também o combo completo: 246 casos atendidos pela Patrulha Maria da Penha, 3.602 rondas escolares (pra segurar a molecada e, às vezes, os pais também), e 886 apoios a eventos, onde provavelmente teve mais tumulto por falta de wi-fi do que por segurança.
No quesito drogas, a GM de Londrina não economizou: mais de 95 kg de entorpecentes apreendidos. O cachorro farejador, coitado, já deve estar pedindo férias. Maconha, cocaína, crack… tudo recolhido com apoio dos grupamentos com siglas que mais parecem nomes de times de paintball: GMUC, GEPE, GOC, Romucam, Patrulha Rural e sabe-se lá mais o quê.
No trânsito, 3.705 veículos fiscalizados, 6.634 autuações, 490 removidos pro pátio e, claro, 144 bafômetros, porque sempre tem aquele cidadão que jura que “duas latinhas não alteram nada”. Spoiler: alteram sim.
E não para por aí! A Guarda ainda arranjou tempo pra dar aula, palestra, conversar com criança, adolescente, idoso e até planta se for o caso. O projeto Guarda Mirim atendeu 230 crianças, provando que nunca é cedo demais pra treinar pra apagar incêndio com extintor imaginário.
Por fim, a parte que ninguém vê, mas segura a bronca: o setor administrativo, que garantiu compra de equipamento, reforma de prédio, papelada de emenda e café pra manter o pessoal de pé.
Moral da história: a GM de Londrina tá mais ativa que grupo de WhatsApp de condomínio. E se continuar nesse ritmo, até os trombadinha vão ter que fazer curso pra se atualizar.
