Toledo vira capital das marmitas e dos uniformes suados com a fase final dos Jogos Escolares do Paraná
Com mais de 6 mil adolescentes energizados por Toddynho e rivalidades escolares, o JEPS promete ser a Olimpíada da puberdade em ritmo paranaense
Preparem os colchões infláveis, o estoque de pão com mortadela e a paciência dos professores: começa neste sábado (2) a fase final da 71ª edição dos Jogos Escolares do Paraná (JEPS), reunindo jovens de 12 a 14 anos que vão competir, suar, gritar, chorar, tropeçar no tênis e — com sorte — conquistar medalhas.
O evento vai até 9 de agosto e promete transformar Toledo num verdadeiro “Parque Temático da Endorfina Juvenil”. A abertura será nesta sexta-feira (1º), às 19h30, no Parque Ecológico Diva Paim Barth, com direito à presença do lendário Giba, ex-jogador de vôlei e atual distribuidor oficial de selfies e conselhos motivacionais do tipo “dá o seu melhor, piazada!”.
São 6.250 pessoas envolvidas — entre atletas, técnicos, árbitros, gente que carrega colchonete, tia do suco e aquele professor que foi só pra cuidar da galera e já se arrependeu. Participam 773 escolas de 208 municípios, disputando 17 modalidades, incluindo desde as tradicionais como futsal e handebol até os esportes que geram dúvidas existenciais como “golf 7” (que nem o corretor automático entendeu).
A coordenadora geral dos JEPS, Marcia Tomadon, está empolgada: “Vai ser uma grande festa”. Claro, se por “festa” entendermos adolescentes suando em quadras, gritando “é campeão!” e chorando porque a escola rival fez mais ponto no tie-break. E sim, o Paraná segue como referência nacional, provando que aqui o espírito esportivo é tão forte quanto o cheiro de tênis molhado.
Os campeões ganham o direito de representar o Paraná nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs), em outubro, em Uberlândia (MG), onde vão competir com outros 10 mil jovens atletas que também acham que o maior drama da vida é esquecer o short do uniforme.
Realização do Governo do Estado, com apoio da SEED, SEES, prefeituras, NREs, EREs, torcidas organizadas de mães e a força do isotônico quente, os JEPS são aquele momento mágico onde o aluno tímido vira herói da escola e o professor de educação física, finalmente, se sente valorizado.
Que venham os jogos — e que as camisetas da escola voltem pra casa só levemente encardidas.
