Mais um capítulo da novela “Trama Golpista”: agora com direito a final de temporada no STF
Brasília amanheceu ontem (3) com mais um barraco jurídico digno de roteiro de série política da Netflix, mas com cara de Vale a Pena Ver de Novo. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, resolveu dar sua contribuição à saga que não acaba nunca: entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais pedindo a condenação de mais sete figurões do “núcleo 4” da famosa “trama golpista” — aquele spin-off da turminha de Bolsonaro que, mesmo depois do “game over” nas urnas de 2022, jurava que dava para apertar “continue” no fliperama da democracia.
Segundo Gonet, esses ex-aliados do ex-presidente usaram a máquina pública como se fosse extensão do WhatsApp da família, para espalhar fake news sobre urnas e tentar emplacar a teoria do “já perdemos, mas não aceitamos”. Spoiler: não deu certo. O enredo, como todos sabem, culminou com a micareta golpista de 8 de janeiro de 2023, quando Brasília virou um grande parque de diversões para vândalos fantasiados de patriotas.
No banco dos réus do núcleo 4, estão: Ailton Barros, Angelo Denicoli, Carlos Moretzsohn, Giancarlo Rodrigues, Guilherme Almeida, Marcelo Bormevet e Reginaldo Abreu. O elenco responde por cinco crimes de respeito: organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Ou seja, faltou só “atentado ao pudor” e “spoiler sem aviso”.
Mas calma: esse é só o núcleo de apoio. O prato principal é o núcleo 1, o “crucial”, formado por ninguém menos que Jair Bolsonaro e seu time de ministros — também conhecidos como “Os Vingadores do Capricho Autoritário”: Ramagem, Garnier, Torres, Heleno, Mauro Cid, Nogueira e Braga Netto. Este processo já está em julgamento e promete emoções fortes. Alexandre de Moraes, o relator, já fez discurso de herói da soberania, enquanto Gonet encarnou o fiscal da impunidade pedindo a condenação geral.
Se fosse série, a trama já estaria na quinta temporada, mas como é Brasil, o público sabe: aqui não tem “último episódio”. Tem sempre um novo capítulo. E quem esperava que Bolsonaro ficasse só no cercadinho, agora acompanha de camarote o cercadão do Supremo.
🍿 Prepare a pipoca, porque essa novela ainda vai render maratonas.
