Alckmin promete conversa com Trump, mas garante que Lula vai dar “colinho” às empresas afetadas pelo tarifaço
Vice-presidente descarta retaliação e aposta no “diálogo amigo” para livrar setores brasileiros das tarifas; pacote de “medidas mitigatórias” vem aí, com direito a IPI zero para carros sustentáveis
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, aproveitou um evento em Guaratinguetá (SP) neste sábado (9) para mostrar que o governo brasileiro é do tipo “paz e amor” — pelo menos quando o assunto é Donald Trump e seu tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros.
Segundo Alckmin, o foco não é retaliar os Estados Unidos, mas “resolver no diálogo” e tentar convencer o tio Donald a tirar mais setores brasileiros da lista negra. “A prioridade não é retaliar, é resolver”, disse, como quem tenta convencer o vizinho a devolver a bola que caiu no quintal dele, sem brigar.
Enquanto isso, Lula prepara um pacote de “medidas mitigatórias” — ou, traduzindo para o português popular, um kit de mimos para as empresas que mais exportam para os EUA e que levaram a pancada das tarifas. O anúncio será feito na próxima semana, e promete muito carinho governamental.
No meio da entrevista, Alckmin também aproveitou para comemorar o aumento de 15,7% nas vendas de veículos sustentáveis depois que o governo zerou o IPI para o setor. “É bom para todo mundo: indústria feliz, concessionária sorrindo e o consumidor saindo de carro novo mais barato. Só não resolve a gasolina cara, mas aí já é pedir demais”, brincou.
Resta saber se o “diálogo” com Trump vai render algum desconto real ou se, no fim, o Brasil vai continuar pagando caro para jogar no mercado americano — com o consolo de poder comprar um carro elétrico sem o peso do IPI na conta.
