Verdade Duvidosa

Fake News, mas nem tanto.

O Banco do Brasil divulgou, nesta quinta-feira (14), um balanço que deixou os acionistas com cara de cliente que foi sacar R$ 100 e encontrou R$ 3,80 na conta. O lucro líquido ajustado no primeiro semestre foi de R$ 11,2 bilhões, uma queda de 40,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, então, o tombo foi cinematográfico: 60% de queda.

Segundo o próprio BB, o vilão da vez foi um coquetel explosivo de novas regras contábeis, inadimplência em alta e ajustes para “acelerar o crescimento” (tradução: apertar o cinto e rezar para o segundo tempo do jogo).

Mas calma: a presidenta do BB, Tarciana Medeiros, diz que está tudo sob controle. A meta para 2025 é lucrar entre R$ 21 e R$ 25 bilhões — ainda bem abaixo do recorde de R$ 37,9 bilhões em 2024. A diferença? Ah, é só uns R$ 13 bilhões… troco de pinga para quem vive no mundo das estatais.

O índice de inadimplência bateu 4,21%, puxado pelo agronegócio, justamente o setor que o banco mais adora financiar. Ou seja: emprestaram muito, receberam pouco e agora precisam explicar para o mercado por que o caixa anda mais seco que caatinga em agosto.

E o golpe final: para os acionistas, o presente é menor. O banco vai distribuir 30% do lucro em dividendos, contra 40% no passado. Governo, maior acionista, também sentirá no bolso.

Resumindo: o BB ainda lucra bilhões, mas jura que está “apertando os parafusos” para voltar a correr. No Brasil real, se essa é a definição de crise, a fila do Bolsa Família já teria virado patrimônio histórico. 🍿💰

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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