Barroso volta do recesso com discurso inflamado e garante: “Aqui, só golpe de calor no plenário”
Ministro faz defesa apaixonada de Moraes e relembra atentados, bombas, fake news e até acampamento em porta de quartel — tudo isso antes do cafezinho da manhã
BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal retomou nesta sexta-feira (1º) suas atividades pós-recesso com aquele clima clássico de “primeiro dia de aula”, só que com togas engomadas, discurso inflamado e zero merenda. O presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, abriu os trabalhos com um discurso digno de Oscar da Democracia, oferecendo apoio público ao colega Alexandre de Moraes — o Batman togado favorito do Planalto.
Barroso, claramente inspirado por um TED Talk de resistência institucional, fez um apanhado histórico que começou nos golpes de Estado da República Velha e terminou nos acampamentos patrióticos gourmet na frente dos quartéis, com direito a barraca 3×3 e grito de guerra com megafone.
“Não foram tempos banais”, resumiu Barroso, provavelmente lembrando das bombas no aeroporto, das ameaças de explosão no STF e das fake news que surgem com mais frequência que boletos no início do mês. Tudo isso, segundo ele, enfrentado com coragem, firmeza e uma Constituição de 1988 embaixo do braço — edição capa dura.
Na lista de horrores que Barroso desfiou com o entusiasmo de um narrador do Discovery Channel em especial sobre predadores do Estado Democrático de Direito, estavam também: um plano para assassinar autoridades, ataques às urnas eletrônicas, e aquela velha tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023 — que hoje é praticamente um feriado entre memes e relatórios da PF.
E aí veio a exaltação a Alexandre de Moraes, que, segundo Barroso, segurou a democracia com uma mão e mandou prender com a outra. “Compreendam: não é autoritarismo, é só um STF full pistola tentando impedir que o país entre no modo Venezuela Edition”, teria dito, se não estivesse em modo formal.
No fim, como bom professor de Direito Constitucional, Barroso ainda lembrou que democracia é jogo limpo: “Quem ganha, governa. Quem perde, volta no próximo episódio. E quem quiser melar o jogo, vai conhecer a Lei no modo hard.”
A sessão foi acompanhada por aplausos silenciosos, expressões sisudas e provavelmente, em algum lugar distante, um grupo de conspiradores atualizando o PowerPoint da próxima teoria da conspiração.
