Câmara de Cascavel debate projetos, títulos e até “agentes mirins caçadores de mosquito”
Sessão legislativa mistura Dengue, Vapes, Estádio de várzea e Títulos honoríficos com muito suor parlamentar e pitadas de emoção democrática
CASCAVEL — Na sessão da próxima segunda-feira (4), os bravos e incansáveis vereadores de Cascavel prometem suar a camisa — e talvez até a gravata — em mais uma jornada épica de votações. Entre os projetos em pauta, destaque para a criação dos “Agentes Mirins”, um exército de crianças destemidas que, armadas com cartazes e conhecimento, enfrentarão o terrível inimigo da temporada: o mosquito da dengue. Tudo isso sob a supervisão de heróis invisíveis das Secretarias da Educação e da Saúde.
Ainda no cardápio, a ressurreição do “Adote um Campo de Futebol” — porque todo peladeiro merece um gramado digno — e a tradicional abertura de cofres, ou melhor, de crédito adicional para habitação popular. Afinal, nada mais poético do que autorizar mais de R$ 9 milhões com um simples apertar de botão.
E não paramos por aí! Os vaporizadores, os temidos “vapes”, agora correm o risco de vaporizar junto com o alvará de funcionamento dos comércios mais ousados. Já os grandes protagonistas da cidadania receberão seus troféus: o Pastor Jean Carlos será eternizado como Cidadão Benemérito e o chefe da PRF, Jorge Lúcio, como Honorário. Honrarias à parte, claro.
Mas o grande clímax fica com as moções — porque se tem algo mais simbólico que moção em sessão, desconhecemos. Tem apelo pra cadastro de pedófilo, tem apoio pra endurecer a pena de homicídios cometidos por organizações criminosas. Porque se é pra legislar, que seja com emoção e manchete.
No final, entre dengue, vape, estádio, honra e indignação, o que fica mesmo é a certeza: a política local segue mais viva do que nunca. E com um toque especial de dramaturgia que nem a Netflix consegue bancar.
