Cascavel assusta até os criminosos: homicídios dolosos caem mais de 25% e bandidagem pensa em mudar de cidade
Com menos mortes, furtos e roubos, o crime em Cascavel parece ter entrado em crise existencial. Segurança pública agradece, e os dados sorriem com gráficos em queda livre
CASCAVEL — Em um movimento que surpreendeu até os mais otimistas (e deixou alguns bandidos desempregados), Cascavel viu os homicídios dolosos caírem 25,5% no primeiro semestre de 2025. Foram 43 mortes no mesmo período de 2024 e agora, veja só, apenas 32 — um número tão baixo que quase deu para fazer a contagem em dedos de três repartições públicas.
O dado vem direto do balanço da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, que jurou de pé junto que não é erro de digitação. E tem mais: furtos e roubos de veículos também deram uma bela reduzida. Em 2024, 176 carros sumiram do mapa no semestre. Em 2025, foram 156. Já os roubos — aqueles com “dá a chave e não olha pra trás” — caíram de 22 para 17. Uma queda de 23% e uma vitória para motoristas que gostam de voltar do mercado com o mesmo carro.
Segundo o secretário Hudson Teixeira, a fórmula do sucesso mistura inteligência, tecnologia e união das forças policiais. O que significa que, ao que tudo indica, as polícias pararam de brigar no grupo de WhatsApp e começaram a trabalhar juntas. Milagre moderno.
E não para por aí. Os roubos no geral também recuaram: 228 em 2024 contra 202 este ano. Uma redução de 11,5%, que soa pequena, mas é suficiente para permitir que o cidadão volte a andar com o celular na mão — pelo menos até a próxima esquina.
No comparativo com 2018, Cascavel praticamente passou da Idade das Trevas para a era da tranquilidade: os roubos caíram de 456 para 202. Isso sim é um plot twist digno de série policial com final feliz.
E o Paraná?
O estado, como um todo, também resolveu assustar o crime organizado com números que dariam inveja até ao FBI. Homicídios dolosos caíram 30% no semestre. Em 2018 foram 1.033. Agora, 631. E o número de municípios sem nenhum homicídio? 221. Ou seja: mais da metade do Paraná está no modo paz e amor — ou pelo menos no modo “sem tiros hoje, obrigado”.
E como se não bastasse, a quantidade de drogas apreendidas bateu recorde: 287 mil quilos só neste semestre. Alguém aí avisa o cartel que o Paraná não está mais aceitando encomendas.
No fim das contas, o cenário é claro: enquanto os crimes caem, os relatórios sobem. E com tanto dado positivo, Cascavel corre o risco de se tornar cidade-modelo — ou, pior, cenário de campanha eleitoral. Aí sim a segurança corre perigo.
