Cascavel pinta a Avenida Brasil de verde e amarelo em desfile que mais pareceu final da Copa

Um 7 de Setembro para entrar nos livros de história (ou pelo menos no álbum de fotos do WhatsApp da família). A Avenida Brasil, coração de Cascavel, virou passarela do patriotismo neste sábado, quando mais de 12 mil pessoas lotaram a via para assistir ao desfile cívico-militar que celebrou os 203 anos da Independência do Brasil. Nunca se viu tanto verde e amarelo junto desde o último jogo do Brasil na Copa.
Teve de tudo: crianças suadas, adolescentes marchando com cara de quem preferia estar no TikTok, professores orgulhosos, atletas sorridentes, militares batendo continência e até cavalos desfilando como se fossem estrelas de novela de época. Ao todo, 63 instituições, 7.693 pessoas a pé, 162 veículos, 95 motos e 24 cavalos deram o ar da graça. A Avenida parecia congestionamento de sexta-feira, mas desta vez com aplausos e fanfarra.
O prefeito Renato Silva discursou com aquele tom de quem já ensaiou no espelho: falou em liberdade, sacrifício, amor à pátria e garantiu que Cascavel deu um show de civismo. “É importante dar exemplo às crianças”, disse, enquanto os pequenos só queriam saber quando ia acabar o calor.
O general Machado, da 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada, foi além: transformou o desfile em um ato quase épico, afirmando que era hora de reafirmar a soberania do Brasil “neste rincão do Oeste do Paraná”. Se tivesse banda sonora, seria “O Último dos Moicanos”.
Na plateia, Guilherme Chaves Lopes, gestor de tráfego, aprovou a organização e disse que o desfile “se superou”. Emily Sibeli, de 14 anos, vibrou ao ver o sobrinho desfilando pelo colégio e prometeu voltar ano que vem — porque nada supera o orgulho de ver parente uniformizado. Já Marcos Vinícius, técnico de ar-condicionado, confessou que o que ele gosta mesmo é de ver o Exército e a Polícia. Cada um com sua emoção.
Para garantir que ninguém tivesse desculpa para faltar, a Prefeitura armou uma estrutura de respeito: arquibancadas, banheiros, bebedouros, telão e segurança. Só faltou pipoca e algodão-doce para transformar o evento em parque de diversões.
No fim, Cascavel mostrou que sabe, sim, transformar civismo em espetáculo. Se fosse jogo de futebol, teria goleada, replay e até pedido de prorrogação. Viva a Independência, viva a fanfarra e que venham os próximos 203 anos — de preferência com sombra na avenida.
