Cinto de segurança: item de segurança, acessório de moda ou só enfeite de banco? Em Cascavel, parece que muita gente ainda não entendeu
Mesmo com anos de campanhas, placas, panfletos, teatro educativo e até boneco inflável, 4.111 motoristas e passageiros preferiram desafiar a gravidade no primeiro semestre de 2025
A velha novela do cinto de segurança ganhou novos capítulos em Cascavel. Nos primeiros seis meses de 2025, a Transitar registrou nada menos que 4.111 infrações por desrespeito à obrigatoriedade do uso do cinto. Sim, QUATRO MIL e cento e onze pessoas que decidiram que entre o banco e o para-brisa… não precisa de freio emocional.
Desse total, 3.694 foram motoristas que, talvez por preguiça, rebeldia ou teimosia genética, resolveram dirigir como se estivessem em 1983. Já os outros 417 passageiros aparentemente pensaram que o banco traseiro é uma espécie de zona VIP, onde leis da física não se aplicam.
A boa notícia (sim, tem uma!): houve uma redução nas infrações comparado ao mesmo período de 2024, quando só os condutores somaram 4.492 autuações. Em 2025, esse número caiu 17%. Ou seja, a esperança é a última a bater no airbag.
Luciane de Moura, coordenadora de Educação no Trânsito e portadora oficial do título de “mulher que mais distribuiu folheto sobre cinto no Brasil”, segue firme nas campanhas de conscientização. “Nossa preocupação é com a vida”, reforça ela, tentando não perder a paciência enquanto mais um condutor passa sem o cinto… e sem noção.
A regra continua a mesma: o cinto é obrigatório. Está lá, do ladinho do banco, esperando seu clique. E, em caso de dúvida, experimente bater o carro a 50 km/h sem ele — a resposta vem rápida, e com efeito sonoro.
Moral da história: o cinto pode salvar sua vida, mas se você preferir pagar multa, tomar pontos na CNH e voar pelo parabrisas… bem, a escolha é sua (mas o asfalto não perdoa).
