Filhote de puma resgatado vira nova celebridade do Zoológico de Sapucaia do Sul: já tem até campanha pra escolher o nome da fera
De órfão a influencer ambiental: o felino sobreviveu à tragédia, passou por spa felino, cirurgia de catarata e agora vai tirar selfie com visitante no recinto novo (com ar-condicionado e tudo, se brincar)
O Zoológico de Sapucaia do Sul reabriu as portas na quinta-feira (31) com pompa, circunstância e um novo morador que já promete roubar a cena e os corações dos visitantes: um filhote de Puma concolor, também conhecido como onça-parda, suçuarana ou — a partir da próxima semana — provavelmente “Felipe”, “Zé Puminha” ou algum nome fofo escolhido em enquete nas redes sociais do governo estadual. Sim, o animal já tem fandom antes mesmo de conhecer o recinto novo.
A história do bichano é digna de minissérie de superação na Globo Rural. Resgatado em Jaquirana, com apenas 700 gramas e 10 dias de vida, o pequeno puma foi o único sobrevivente de uma ninhada dizimada, possivelmente pela caça ilegal. Desde então, passou por um verdadeiro tour hospitalar e educacional: tratamento na Sema, exames na UFRGS, cirurgia de catarata na Clínica Visão Vet, e até uma temporada de luxo no Zoológico de Canoas, com espaço, sombra, água fresca e provavelmente um cantinho só dele no buffet de carne moída.
Como não teve tempo de aprender a ser um puma selvagem (tipo caçar, rugir, fugir de drones e evitar selfie com humanos), os especialistas concluíram que reintroduzir o animal à natureza seria como largar um estagiário no meio da Amazônia com um TikTok. Então ele agora é oficialmente morador do Zoo de Sapucaia, onde terá uma vida digna de celebridade da fauna: espaço garantido, veterinários de plantão e visitas diárias de crianças com nariz escorrendo e gritando “olha o leãozinho, mãe!”.
A secretária do Meio Ambiente, Marjorie Kauffmann, agradeceu a todos os envolvidos, garantindo que mesmo “privado da liberdade”, o felino vai viver bem melhor que muito influencer por aí. Já a diretora de Biodiversidade, Cátia Gonçalves, aproveitou pra lembrar que a espécie está em perigo de extinção e que a culpa é, claro, da humanidade — que segue se achando dona da natureza, mas não sabe nem manter viva uma samambaia em casa.
E o melhor: o nome do novo morador será escolhido pelo povo, em votação aberta. Prepare-se para sugestões que vão de “Simba” a “Puminha da Serra”, com uma chance altíssima de alguém indicar “Neymar” ou “Gatito Selvagem”.
Enfim, o filhote pode até não voltar à floresta, mas agora é ícone da preservação, símbolo da resistência e, se bobear, a nova cara das campanhas de educação ambiental. Porque no Rio Grande do Sul, até puma tem história pra contar — e fã-clube pra administrar.
