Verdade Duvidosa

Fake News, mas nem tanto.

Operação internacional batizada de Conexão Puebla-Rio desmonta laboratório caseiro com metanfetamina e vilão foragido, tudo com direito a apoio dos EUA e clima de final de temporada

Se você achava que a Ilha do Governador era só samba, aeroporto e trânsito de domingo, prepare-se para essa reviravolta cinematográfica. A Polícia Federal, com apoio da Homeland Security dos Estados Unidos e um pezinho em Miami, deflagrou nesta quarta-feira (6) a Operação Conexão Puebla-Rio, com o objetivo de desmantelar um esquema de tráfico internacional de drogas que estava funcionando como quem faz bolo na cozinha: com fórmula, receita e ingredientes secretos.

Durante o cumprimento de mandado judicial em uma casa aparentemente pacata da zona norte do Rio, os agentes da PF encontraram um laboratório de produção de drogas sintéticas em pleno funcionamento — e não estamos falando de um cantinho improvisado com álcool e aspirina, mas de um Breaking Bad tupiniquim com direito a metanfetamina cristalizada, líquida e, possivelmente, até em edição limitada com glitter.

A investigada da vez, a “chef química” da residência, foi presa em flagrante enquanto mexia nos beakers. Já o parceiro — possivelmente o Walter White da história — escapou do cerco e agora é oficialmente um foragido. Boatos não confirmados dizem que ele corre mais que mototáxi em horário de pico.

A equipe apreendeu todo o estoque: drogas, equipamentos, insumos químicos e provavelmente até uma receita anotada num post-it. A perícia vai pesar a metanfetamina, mas uma coisa já é certa: tinha mais química naquele lugar do que entre casal que assiste série policial juntos.

E o Brasil, claro, não atua sozinho nesse show. Além da PF e da Polícia Federal em Miami (sim, temos um “Oficialato” lá — é chique falar assim), a operação teve o apoio da Homeland Security dos Estados Unidos. Ou seja: o DEA não veio, mas mandou recado.

🌍 Enquanto isso, no mundo das drogas…
O Relatório Mundial sobre Drogas 2024 da ONU revelou que mais de 292 milhões de pessoas usaram drogas em 2022. A Cannabis continua liderando o ranking, seguida pelos opioides, anfetaminas, cocaína e o famigerado ecstasy — que, aparentemente, perdeu espaço para as “gourmetizações” laboratoriais como a da Ilha do Governador.

A diretora do UNODC, Ghada Waly, disse que o tráfico agrava instabilidades e desigualdades, o que é basicamente a versão diplomática de dizer que a coisa está feia e todo mundo precisa parar de fingir que resolver isso é simples como apertar um botão.

Por aqui, a mulher foi levada para a Superintendência da PF no Rio, onde responderá por crimes relacionados ao tráfico e à produção ilegal de drogas. Já o foragido… bom, que fique esperto, porque a próxima temporada promete.

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