Londrina entra na era dos robôs: Escola Panico vira laboratório de Inteligência Artificial e 5º ano já discute o futuro da humanidade
LONDRINA – O apocalipse tecnológico começou. Pelo menos na Escola Municipal Maestro Roberto Panico, que agora virou pioneira no Paraná ao receber o projeto “IA na Escola”. Enquanto muita gente ainda briga com a impressora da repartição, alunos do 5º ano já estão discutindo como a inteligência artificial pode transformar a educação e – quem sabe – dominar o mundo.
O lançamento da parceria, feito nesta sexta-feira (15), reuniu autoridades locais, estaduais e até representantes da Cogna Educação, dona da Unopar e da Somos, que chegaram embalados no discurso de que “a Panico é a escola mais inovadora de Londrina”. Aparentemente, eles ignoraram o detalhe de que os alunos ainda precisam decorar a tabuada, mas agora com auxílio de algoritmos futuristas.
Na cerimônia, teve de tudo: secretário estadual da Inovação e IA, Alex Canziani, vendendo a ideia como se fosse o “Show do Milhão Digital”; a secretária de Educação, Vânia Costa, garantindo que tudo isso se chama “gestão”; e a reitora da Unopar, Flávia Frutos, exaltando a chance histórica de a escola pública usar o que antes era privilégio da rede privada. Tradução: agora até a criançada da rede municipal vai poder sofrer com login e senha esquecidos.
Mas o ponto alto foi a fala dos verdadeiros protagonistas: os alunos. Heloísa, com mais eloquência que muito deputado, agradeceu por terem recebido “uma inteligência”. Já Lucas, em versão mini-filósofo, soltou a frase que virou meme instantâneo: “IA não tem coração, tem configuração”. O auditório, obviamente, foi ao delírio – e o mundo inteiro começou a se sentir obsoleto.
Para completar o combo tecnológico, a escola ganhou equipamentos de última geração pelo programa Wash. Estamos falando de fresadora, impressora 3D, caneta de filamento, plotter, corte a laser e até serra elétrica. Sim, a molecada do 5º ano está prestes a montar sua própria startup, imprimir brinquedos articulados e, de quebra, consertar a tomada da escola com o multímetro.
Entre discursos, selfies e máquinas brilhando, ficou claro que Londrina decidiu dar um passo rumo ao futuro. Se a parceria vai revolucionar a educação ou apenas criar uma geração de pequenos engenheiros que sabem mais de IA do que os próprios professores, só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: na Escola Panico, o giz já perdeu a batalha para o algoritmo.
Foto: Miriã Azevedo/ PML
