Lula sanciona lei que proíbe testes em animais e declara soberania dos bichos: “Coelho agora só testa cenoura”
Brasil dá adeus à era dos coelhinhos maquiados e porquinhos cheirosos em nome da ciência glamourosa. Perfume, agora, só testado em gente — ou em político disposto
BRASÍLIA — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acordou em modo Dr. Dolittle nesta quarta-feira (30) e sancionou a lei que proíbe o uso de animais vivos em testes laboratoriais para produtos de higiene, cosméticos e perfumes. Em cerimônia no Palácio do Planalto, rodeado por autoridades, ativistas e possíveis representantes do reino animal (em espírito), Lula foi enfático: “As criaturas do planeta Terra não serão mais cobaias neste país.” Traduzindo: acabou a palhaçada com o coelhinho da maquiagem.
A ministra Marina Silva, que já fala fluentemente com plantas e ar puro, comemorou o avanço civilizatório e declarou que proteger os animais é sinal de “elevação da humanidade”. Internautas, porém, questionam se isso vale para quem ainda não consegue conviver em paz nem com o próprio vizinho.
A nova lei não proíbe o uso de seres humanos voluntários em testes — o que ainda mantém em risco o influenciador que topar passar um ácido estranho no rosto por um publi de R$ 300.
O governo terá dois anos para organizar a casa: implementar métodos alternativos, criar planos estratégicos, fiscalizar o que for preciso e, principalmente, garantir que nenhum hamster vá sair do laboratório com um delineado gatinho e crise de autoestima.
E, para evitar rebuliço no varejo, a norma deixou claro que os produtos testados antes da nova lei continuam nas prateleiras. Ou seja, o shampoo que te promete “brilho intenso” com suor de cobaia ainda vai seguir por aí — até acabar o estoque, ou a paciência da nova geração.
No fim, é uma vitória dos animais, dos ativistas e, principalmente, da sociedade que não aguenta mais ver um coelho sendo obrigado a provar que aquele rímel de 72 horas é “dermatologicamente testado”. Agora, o Brasil se junta à turma do fundão da ONU com a plaquinha “não testamos em bicho — só em humanos com tempo livre”.
Se os ratos estão em festa? Provavelmente. Mas só até descobrirem que o próximo passo pode ser transformar o laboratório em coworking vegano.
