Pato Branco entra na era “Big Brother” com câmeras que veem, ouvem e provavelmente julgam você
Se você achava que estava seguro ao passear pelo Terminal Rodoviário José Cattani, pense novamente. O Projeto Pato 360 está ganhando upgrade digno de filme de ficção científica: novas câmeras de videomonitoramento estão sendo instaladas, com tecnologia de ponta capaz de identificar não só rostos, mas também sons suspeitos — de gritos a vidros quebrando, ou qualquer tumulto digno de novela. Alerta automático? Claro, porque ninguém quer perder tempo com suspense.
Aldo Arendt, da Proc Group, a empresa responsável pelo espetáculo de espionagem moderna, garante: “Essas câmeras são extremamente modernas, de altíssima resolução e com inteligência embarcada.” Ou seja, não adianta tentar se esconder atrás de um chapéu ou fingir que não está fazendo nada, elas vão te achar. A instalação começou na rodoviária e, em breve, se espalhará pelas ruas com mais 15 pontos estratégicos — e no futuro, serão 100 novos olhos eletrônicos observando cada passo seu.
A Administração Municipal e a Polícia Militar definiram os locais prioritários, provavelmente os mesmos onde você acha que ninguém está olhando. Mas calma: ainda neste mês, novos servidores e um software avançado prometem fazer essa central de monitoramento mais rápida que você correndo para escapar da chuva.
Essa “vigilância high-tech” faz parte do esforço de Pato Branco em fortalecer a inteligência urbana — ou, se preferir, transformar a cidade em um reality show constante, onde as câmeras sabem tudo, veem tudo e, quem sabe, até podem dar pitaco. Em março, o projeto já havia anunciado 700 câmeras com inteligência artificial capazes de identificar veículos roubados, pessoas com mandados e gerar alertas instantâneos. Em resumo: se você estiver aprontando, é melhor correr… porque alguém (ou algo) está sempre olhando.
Foto: Divulgação/Prefeitura de Pato Branco
