Radar de Cascavel vai ganhar “upgrade” internacional de R$ 3,5 milhões para continuar vendo tempestades com estilo
Equipamento instalado em 2015 terá manutenção feita por empresa dos EUA. Não, ele não será desligado. Sim, as peças virão de fora. E ainda não vai prever se o churrasco de domingo será molhado ou não com 100% de certeza
CASCAVEL (PR) — O radar meteorológico de Cascavel, que desde 2015 vigia o céu do Oeste do Paraná com dedicação 24/7 digna de plantão da Globo, vai ganhar um banho de loja de R$ 3,5 milhões. A atualização tecnológica foi contratada pela Defesa Civil do Paraná junto à americana Enterprise Electronics Corporation (EEC), empresa que parece saída diretamente de um filme de ficção científica com orçamento alto e roteiro duvidoso.
O radar cobre um raio de 200 quilômetros — ou, como gosta de dizer o pessoal do interior, “dá pra ver a chuva vindo lá do Paraguai tomando chimarrão e tudo”. A manutenção promete dar um “upgrade” nas peças e sistemas que, segundo a gerente de meteorologia do Simepar, Scheila Paz, já têm mais de 10 anos. “A tecnologia precisa ser modernizada”, disse ela, num tom que poderia muito bem se aplicar a qualquer smartphone com Android 5.0 ainda tentando rodar TikTok.
Radar não vai parar (nem para um cafezinho)
E para quem pensou “ih, vai desligar o radar e a gente vai ter que olhar pro céu e adivinhar como faziam nossos avós”, a resposta é não. Segundo o Simepar, o radar seguirá firme e forte, funcionando mesmo durante a troca das peças, como um carro em movimento trocando pneu na estrada — só que com peças importadas e valor em dólar.
A substituição inclui partes mecânicas e componentes tecnológicos que darão “mais confiabilidade aos dados”. Em outras palavras, quando o radar disser que vai cair um toró, você vai poder acreditar sem consultar o joelho da sua avó ou o aplicativo de clima duvidoso do celular.
Missão: prever a chuva antes que ela estrague o plantio (ou o churrasco)
Além de salvar vidas e propriedades com alertas da Defesa Civil, o radar também ajuda no agro — afinal, ninguém planta soja confiando apenas em instinto e calendário lunar. A tecnologia é essencial para antecipar tempestades importadas diretamente da Argentina, Paraguai e Mato Grosso do Sul, conhecidas por causar mais estragos que grupo de WhatsApp em dia de eleição.
Segundo o Simepar, o contrato com a EEC terá duração de 20 meses, tempo suficiente para a tecnologia ser atualizada, testada, revisada, elogiada, criticada, e talvez até atrasar um pouco (afinal, vivemos no Brasil).
🌩️ Com o radar renovado, o céu de Cascavel continua sendo vigiado. E se o mundo lá fora desabar em chuva, vento ou granizo, pelo menos saberemos disso com estilo, tecnologia americana e 3,5 milhões de motivos pra confiar.
