Verdade Duvidosa

Fake News, mas nem tanto.

 Ministros se reúnem nesta sexta (1º) após o recesso de julho e, de quebra, comentam o “presente” diplomático vindo direto da Casa Branca

Após um merecido recesso que durou julho inteiro — porque julgar também cansa — os ministros do Supremo Tribunal Federal retornam nesta sexta-feira (1º) às atividades com uma pauta que mistura toga, tensão diplomática e, claro, um toque de ironia internacional. O palco será o plenário da Corte, às 10h, onde os magistrados devem fazer seus primeiros pronunciamentos coletivos sobre a novela geopolítica do momento: as sanções financeiras aplicadas por Donald Trump contra o ministro Alexandre de Moraes.

Sim, você não leu errado. O presidente dos EUA e atual astro de reality show político resolveu incluir Moraes no pacote da Lei Magnitsky — aquela que pune quem, na visão americana, viola direitos humanos. Moraes, aparentemente, virou o Darth Vader da República brasileira aos olhos da nova Casa Branca tupiniquim.

O presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, o decano Gilmar Mendes e o próprio “sanction man” Moraes devem usar a sessão para mandar seus recados (em português mesmo, já que o visto pros States foi revogado). Já os ministros Nunes Marques, André Mendonça e Luiz Fux seguem caladinhos e isentos — afinal, escaparam da lista negra e, quem sabe, ainda podem comprar um iPhone direto de Miami sem passar pela alfândega.

Apesar da pirotecnia diplomática, as sanções têm o impacto de uma multa de biblioteca: Moraes não tem conta nos EUA, não tem mansão na Flórida e, segundo fontes não confirmadas, não pegou nem gripe em solo americano. Ou seja, os bloqueios são simbólicos — tipo aqueles posts passivo-agressivos de WhatsApp da sua tia.

A sanção, aliás, é a segunda do tipo. A primeira, em 18 de julho, já havia revogado os vistos do ministro e de sua entourage. Tudo isso depois que Moraes ousou mexer na caixa de marimbondos bolsonarista ao abrir investigação contra Eduardo Bolsonaro — que, por coincidência, estava curtindo um “exílio voluntário” nos Estados Unidos enquanto o pai colecionava inquéritos no Brasil.

Agora, com a toga passada e os microfones ligados, os ministros voltam aos holofotes com discursos carregados de institucionalidade, indignação e, quem sabe, uma pitada de deboche. Afinal, se é pra ser sancionado, que seja com estilo — e sem precisar cancelar o cartão de crédito do Sam’s Club.

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