Jantar da Solidariedade Suprema: Lula recebe ministros do STF no Alvorada e o prato principal é “apoio ao Moraes com molho diplomático”
Com direito a vinho, tapete vermelho e talvez um “Fora, Trump” entre as sobremesas, encontro serve para mostrar que, se os EUA sancionam, o Brasil assa o frango com elegância institucional
Na noite desta quinta-feira (31), o Palácio da Alvorada virou cenário de um daqueles jantares que têm menos garfadas e mais simbolismo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu juntar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pra uma noite de confraternização, apoio mútuo e diplomacia temperada com deboche silencioso aos EUA. O motivo? O novo capítulo da série “Trump vs. Moraes: A Saga da Lei Magnitsky”.
O astro da noite, claro, é o ministro Alexandre de Moraes, recentemente sancionado pelos Estados Unidos com base na tal Lei Magnitsky, que penaliza supostos violadores de direitos humanos. Sim, o cara que tá botando golpista pra mamar na jurisprudência agora virou persona non grata no país que exporta democracia e reality show. E como não se faz churrasco sem abraços simbólicos, Lula resolveu bancar o mestre de cerimônias.
Entre os primeiros a chegar, estavam os ministros Gilmar Mendes (sempre pronto pra um bom embate), Cristiano Zanin (ex-advogado de Lula e atual dono da poltrona suprema), Luís Roberto Barroso (presidente da Corte e entusiasta da democracia elegante), além do próprio Moraes, que provavelmente entrou com os óculos escuros do Clint Eastwood institucional.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também apareceu, talvez por educação, talvez porque ninguém quer ser o único que faltou na foto.
O jantar não tem pauta formal, mas todo mundo sabe o que está sendo servido: apoio irrestrito ao STF, com acompanhamentos de indignação diplomática e salada de soberania nacional picada bem fininha. Não há previsão de nota conjunta — afinal, o silêncio entre garfadas costuma dizer mais do que mil comunicados à imprensa.
Enquanto isso, nos bastidores, especula-se que o menu teve pratos elaborados, taças de cristal e possivelmente um brinde discreto com a frase: “aqui ninguém cancela o passaporte de ninguém”. Nada confirmado, claro — mas sabe como é Brasília: a fofoca chega antes da sobremesa.
Resta saber se o jantar vai ajudar Moraes a voltar aos EUA ou, pelo menos, a conseguir um Pix diplomático de apoio. Porque, se depender de Trump, ele vai continuar na lista negra — e se depender do STF, vai continuar firme, forte e com apetite.
