Azul reduz rotas e deixa 14 cidades a ver navios — ou melhor, ônibus
Companhia aérea aposta em hubs e no milagre de fazer mais com menos, enquanto tenta decolar da recuperação judicial
A Azul Linhas Aéreas anunciou nesta segunda-feira (11) que vai encerrar suas operações em 14 cidades brasileiras, numa espécie de “roda da fortuna” da aviação: se a sua cidade ficou fora, parabéns, você ainda pode ver aviões de perto; se entrou na lista, prepare-se para fortalecer a economia local do terminal rodoviário.
A empresa garante que essa “racionalização” de rotas — nome bonito para “corte” — leva em conta o aumento de custos, a crise global de suprimentos, a alta do dólar, a falta de frota e, quem sabe, até o Mercúrio retrógrado.
As cidades “desazuladas” incluem Crateús, Sobral, Iguatú e São Benedito (CE); Campos (RJ); Correia Pinto e Jaguaruna (SC); Mossoró (RN); São Raimundo Nonato e Parnaíba (PI); Rio Verde (GO); Barreirinha (MA); Três Lagoas (MS) e Ponta Grossa (PR). Se o seu embarque não é mais possível, a boa notícia é que suas milhas ainda valem para um cafezinho no aeroporto mais próximo.
A companhia diz que vai concentrar seus voos em Viracopos, Confins e Recife — também conhecidos como “as casas da mãe Azul” —, onde conexões continuarão firmes para quem tiver paciência e coluna para aguentar longas esperas.
Vale lembrar que a empresa está em recuperação judicial nos Estados Unidos desde maio, mas garante que vendas, operações e o programa Azul Fidelidade seguem normais. Traduzindo: os aviões continuam voando, mas, dependendo de onde você mora, só no mapa do aplicativo.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
