Casal é acusado de financiar acampamento golpista com “quentinha” de arroz, feijão e democracia duvidosa
PGR diz que dupla movimentou cerca de R$ 1 milhão para manter cozinha de protesto em frente ao quartel do Exército; denúncia agora está nas mãos de Alexandre de Moraes
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um casal acusado de transformar arroz, feijão e suco em combustível para atos antidemocráticos. Segundo a investigação, Rubem Abdalla Barroso Junior e Eloisa da Costa Leite comandavam, no fim de 2022, uma espécie de “restaurante patriota” dentro do acampamento golpista em frente ao quartel do Exército, em Brasília.
A Polícia Federal descobriu que, para manter o bufê, o casal pedia doações via Pix. Eloisa, segundo os investigadores, movimentou cerca de R$ 1 milhão — valor suficiente para alimentar muito mais que um acampamento, caso o cardápio fosse menos temperado com golpe. A chave Pix estava no nome dela, mas parte da grana ia parar com Rubem, que, conforme a PGR, ajudava a incitar os frequentadores a sonhar com um roteiro político alternativo (e inconstitucional).
A denúncia foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, guardião oficial dessa novela jurídico-política. Não há prazo para decidir se o casal vai virar réu, mas, por enquanto, não indicaram advogado — talvez aguardando se algum “jurista de acampamento” se habilite.
Se condenados, podem acabar trocando o acampamento por um endereço fixo, com alimentação garantida pelo Estado — e sem precisar pedir Pix.
Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
