Verdade Duvidosa

Fake News, mas nem tanto.

Acusada de derrubar Nikolas Ferreira, Camila Jara sai da lista de investigados — mas o replay ainda pode colocá-la de volta no jogo

Brasília segue provando que, se não der certo como centro político, pode muito bem virar palco de reality show. Inicialmente acusada de agredir o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) durante a retomada do controle do plenário na última quarta-feira (6), a deputada Camila Jara (PT-MS) foi poupada — por enquanto — da lista de parlamentares cujas supostas agressões serão analisadas pela Corregedoria.

A decisão não é definitiva. O corregedor da Casa, Diego Coronel (PSD-BA), ainda vai revisar imagens e vídeos da noite agitada, em busca de provas de que houve mesmo “o empurrão do século” ou apenas um desequilíbrio acidental causado por excesso de adrenalina e gravatas apertadas. Se as cenas provarem contato físico digno de cartão vermelho, Jara e outros “atletas” podem voltar para a lista de investigados.

Segundo a defesa da deputada, o episódio foi só um “empurra-empurra” básico, daqueles que a gente vê em fila de caixa eletrônico quando alguém tenta furar. Nikolas, por sua vez, “pode ter se desequilibrado” — algo que, no futebol, chamaria pênalti; na política, chama processo no Conselho de Ética.

Por enquanto, 14 parlamentares bolsonaristas — 12 do PL, um do Novo e um do PP — estão no páreo para responder às acusações. E, como manda o bom roteiro, ainda há espaço para plot twists antes do apito final, previsto para quarta-feira (13).

Se a moda pega, a próxima legislatura vai precisar de árbitro de vídeo no plenário e, quem sabe, cartões amarelos de verdade. Afinal, quando a política começa a parecer campeonato de várzea, só falta a torcida organizada.

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