Desemprego despenca e Brasil bate recorde de carteira assinada: agora só falta o povo sentir no bolso (ou achar o bolso)
Com taxa de desemprego em 5,8%, o país comemora: tem mais gente ocupada, trabalhando com ou sem carteira, por salário ou por desespero. Já o salário médio chegou a R$ 3.477 — ou R$ 17,45 depois dos boletos
Se depender do IBGE, o Brasil está zpraticamente virando a Suíça do Hemisfério Sul. A taxa de desemprego atingiu 5,8% no segundo trimestre de 2025, o menor índice da história desde que o instituto começou a contar, lá em 2012. E olha que o brasileiro é bom em contar — especialmente centavos no final do mês.
A pesquisa revela que o país tem agora 102,3 milhões de pessoas ocupadas e apenas 6,3 milhões desocupadas. Isso significa que até o seu primo que vivia dizendo “não tem nada pra mim nesse país” pode, agora, estar num app de entregas, num bico de final de semana ou vendendo paleta mexicana em pleno 2025.
Temos também 39 milhões de trabalhadores com carteira assinada, o que mostra que pelo menos um documento ainda tem valor nesse país. E o número de trabalhadores sem carteira também cresceu — porque liberdade mesmo é trabalhar sem férias, sem 13º e sem garantia nenhuma, só com fé e boleto.
A cereja do bolo estatístico foi o salário médio, que bateu em R$ 3.477. É o maior valor já registrado! Só não tente pagar o aluguel, o mercado, o gás, a gasolina, o streaming e a pizza do fim de semana com ele, senão o sonho estatístico vira um drama real.
E tem mais! A massa de rendimentos — que é tipo a mega da virada da economia — atingiu R$ 351,2 bilhões, número que o cidadão comum só entende quando vê que ainda tá pagando em 10x aquele sofá comprado na empolgação da Black Friday.
Ah, e os desalentados — aquele povo que nem procura mais emprego porque acha que vai ouvir “te ligamos depois” pra sempre — também diminuíram. Agora são 2,8 milhões, o menor número desde 2016. Ou seja, a esperança voltou, ou pelo menos ficou offline por menos tempo.
No fim, o Brasil segue firme: tem mais emprego, mais carteira, mais informalidade, mais salário… e mais gente tentando entender como tudo pode estar melhor nos gráficos e tão apertado no extrato. Mas comemoremos: é um ótimo momento para estar empregado e continuar reclamando com propriedade.
