Em Pato Branco, ônibus aos domingos viram passeio grátis (só falta o lanche)
Prefeitura lança Passe Livre aos domingos e feriados. Agora, o cidadão pode rodar de graça pela cidade — e gastar só com a coxinha na praça
PATO BRANCO – Domingo em Pato Branco acaba de ganhar um novo sentido: ao invés de ficar em casa vendo reprise de Faustão e lavando o carro com mangueira furada, agora você pode sair… de ônibus! E o melhor: sem pagar um centavo — nem pra motorista, nem pro cobrador, nem pra catraca mal-humorada.
A Prefeitura, num gesto de pura generosidade (ou cálculo político bem pensado), lançou oficialmente na semana passada e o ficializou neste domingo (3) o programa Passe Livre, garantindo gratuidade total no transporte coletivo urbano aos domingos e feriados. A medida está prevista na novíssima Lei nº 6.448, que já entrou para a história como a preferida dos boleiros, dos sogros carentes e dos vendedores de algodão-doce da praça central.
A ideia é simples: se ninguém pega ônibus no domingo por causa do preço da passagem, que tal zerar o custo? Resultado: economia no bolso do cidadão e mais movimento nas ruas — porque o lazer também merece ser parcelado em suaves prestações gratuitas.
O prefeito Géri Dutra — visivelmente animado com a novidade — afirmou que agora até aquele tio que mora do outro lado da cidade pode receber visita sem desculpas do tipo “não tenho trocado”. O argumento é que a medida promove mobilidade, inclusão social e alivia a consciência ecológica: menos carros nas ruas e menos CO₂, mais gente nos parques e filas maiores nas sorveterias.
O diretor do Consórcio Tupã, João Vezaro, quase chorou de emoção ao ver um ônibus com passageiros num domingo. Segundo ele, a iniciativa é inédita em Pato Branco, mas já faz sucesso em cidades grandes. “Finalmente o transporte de domingo parou de parecer uma carona fantasma”, comemorou.
Comerciantes também aplaudiram de pé — e de calculadora na mão. O presidente do Sindicomércio, Ulisses Piva, disse que “onde tem gente, tem consumo”. Ou seja, agora tem fila até no domingo e vendedor sorrindo sem precisar fingir.
Mas nem tudo são flores (nem trocados). O prefeito alertou que, mesmo com a gratuidade, o uso do cartão de transporte será obrigatório após os 30 dias de lua de mel com a população. A justificativa? Coletar dados estatísticos. Mas cá entre nós: se aparecerem 300 pessoas no domingo em vez das habituais 17, já é um milagre digno de beatificação do Passe Livre.
Por enquanto, a cidade comemora. Os ônibus voltaram a ser úteis aos domingos, as praças ganham mais público e o tradicional “domingão do tédio” pode finalmente ser trocado por um tour gratuito pelas maravilhas de Pato Branco.
