Verdade Duvidosa

Fake News, mas nem tanto.

Entre concreto, canaletas e calçadas acessíveis, Eduardo Pimentel prova doce da moda e garante: os transtornos passam, mas o brigadeiro fica

CURITIBA – Sexta-feira foi dia de obra, vistoria e, claro, morango do amor para o prefeito Eduardo Pimentel, que aproveitou o fim de tarde no bairro Cajuru para fiscalizar os trabalhos de requalificação da Rua Filipinas e, de quebra, adoçar a vida no meio do concreto fresco.

O trecho de 4,2 km, que agora está mais buraco que rua (mas com promessas sólidas de pavimentação premium), faz parte do projeto Ligeirão Leste/Oeste — aquele que vai ligar tudo a tudo em Curitiba, desde que não chova forte no dia da inauguração.

“Estamos construindo uma cidade mais ágil, com infraestrutura moderna e promessas que vão durar mais que mandato”, declarou o prefeito, em meio a calçadas acessíveis, paisagismo em estágio imaginário e operários tentando fingir naturalidade na frente da comitiva.

A visita foi acompanhada pelos secretários de Obras, Governo Municipal, técnicos, fotógrafos e até curiosos que só queriam saber se ia rolar asfalto até a esquina deles também. Após conversar com trabalhadores (que fingiram estar empolgados), o prefeito foi surpreendido por um gesto comovente: ganhou um morango do amor da panificadora local.

Sim, isso mesmo. Nada de placas, flores ou faixa de boas-vindas. A moda agora é conquistar prefeito com doce gourmet. E deu certo. Eduardo provou o bombom feito com morango, brigadeiro branco e caramelo vermelho e, em meio ao concreto endurecendo, garantiu: “As obras passam, mas esse sabor é eterno”.

Os comerciantes Clenice e Cesar Perazolo, autores da gentileza açucarada, disseram que a obra está complicada, mas têm fé de que o sacrifício atual renderá bons frutos — quiçá mais doces que o morango com brigadeiro.

No embalo da empolgação, a Prefeitura reforçou que o Ligeirão vai reduzir 23 minutos no trajeto entre o Terminal de Pinhais e o CIC Norte. Um milagre logístico que, se concretizado, poderá ser mais revolucionário que o próprio brigadeiro com cobertura de caramelo.

A obra tem previsão de término em janeiro de 2026 — ou, na linguagem técnica da política, “antes do Natal, com fé e sem chuva”. Até lá, moradores do Cajuru seguem entre cones, barulho de britadeira e a esperança de que, no fim, a cidade fique tão moderna quanto o doce da moda.

Foto: Pedro Ribas/Secom

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