Trump aumenta tarifa para 50%, mas faz 700 exceções — o Brasil é uma ameaça, mas o suquinho de laranja tá salvo
EUA elevam imposto sobre café, frutas e carnes brasileiras, mas deixam fora fertilizantes, minérios, aviões e tudo que o americano realmente precisa. Ameaça “extraordinária”? Só se for à dieta deles
WASHINGTON — Em mais um episódio da novela “Ameaças Imaginárias e Tarifas Reais”, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) uma Ordem Executiva que eleva as tarifas de importação sobre produtos brasileiros para 50%. Mas, como todo drama que se preze, há um plot twist: mais de 700 exceções foram incluídas no texto — incluindo suco de laranja, combustíveis, fertilizantes e até peças de avião. Ufa, a aviação americana e o brunch do domingo estão seguros.
Segundo Trump, o Brasil representa uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos EUA — assim como o Irã, Cuba e a vizinha do seu condomínio que não recolhe o cocô do cachorro. Mas, aparentemente, essa ameaça não inclui energia, minérios, celulose, ou qualquer coisa que os americanos realmente precisem para continuar vivendo no conforto do ar-condicionado.
Os alvos de verdade foram produtos tipicamente brasileiros e insubstituíveis no coração do churrasco texano: café, frutas e carnes. Em outras palavras, Trump resolveu castigar o Brasil no café da manhã, no lanche e no jantar. O suco de laranja escapou — possivelmente porque ele já é considerado patrimônio nacional da Flórida, assim como idosos e jacarés.
A nova tarifa entra em vigor no dia 6 de agosto, o que dá tempo para os empresários americanos correrem atrás de um último carregamento de picanha e café antes que o preço dobre. Produtos já em trânsito também escapam do tarifaço — ou seja, quem já estiver no navio ganhou na loteria diplomática.
Cenário de “emergência nacional” com exceções afetivas
O mais interessante (ou hilário) é que o próprio documento abre margem para “alterações futuras” na lista de exceções, caso o Brasil “se alinhe suficientemente com os Estados Unidos”. Em bom português: se Lula der uma piscadinha, talvez o frango escape. Se ele insistir em ser soberano, talvez nem a tapioca sobreviva.
Ah, e se o Brasil ousar responder com tarifas próprias? Aí Trump já avisou: ele sobe ainda mais as taxas, como quem grita “é a minha bola, se vocês não jogarem como eu quero, levo ela embora”.
Entre tapas diplomáticos e beijos comerciais (com cláusulas), fica claro que o Brasil só é ameaça enquanto não está carregando fertilizante, avião ou iPhone. Porque, afinal, nada diz “ameaça à segurança nacional” como uma caixa de manga-palmer e um saco de café gourmet.
🇧🇷🛃 Atenção: esta notícia contém traços de ironia e 50% de tarifa sobre o bom senso.
