Verdade Duvidosa

Fake News, mas nem tanto.

No clássico embate entre aliados e o Supremo, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, protagonizou nesta terça-feira (12) uma tentativa digna de novela mexicana para conseguir visitar Jair Bolsonaro. Depois que o ministro Alexandre de Moraes decidiu que só a defesa do ex-presidente pode solicitar visitas, Valdemar não se intimidou e renovou seu pedido em uma petição formalmente intitulada — pasmem — “peça 1.600”.

Segundo o presidente do PL, a vontade de Bolsonaro em recebê-lo já foi comprovada em petições anteriores, mas parece que o STF decidiu transformar visitas em um processo burocrático de nível “puzzle”. “Requer, respeitosamente, que Vossa Excelência autorize a visita do peticionante, que se compromete a observar todas as condições”, diz o documento, que mais parece um manual de instruções para visita guiada.

Antes da decisão do ministro Moraes, era só ligar para o condomínio, avisar que vinha um amigo e pronto. Agora, o roteiro mudou: só com aval da defesa, e não de qualquer “amigo do peito”. O senador Carlos Portinho e o deputado Nicoletti também sofreram com a nova regra e tiveram seus pedidos negados — bem-vindos ao clube da burocracia eleitoral!

A prisão domiciliar de Bolsonaro em Brasília, decretada em 4 de agosto, virou um condomínio quase mais protegido que as dependências da Casa Branca. As visitas? Só autorizadas após passar pelo crivo da defesa — e do STF, claro. Afinal, segundo Moraes, o ex-presidente teria usado as redes sociais dos filhos para burlar a proibição, o que certamente deu o toque final para transformar até as visitas em missão impossível.

Em resumo: quem quiser visitar Bolsonaro, agora precisa mais de um advogado do que de um convite.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

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